Ando meio afastada das inovações de ferramentas, métodos e recursos tecnológicos na área de RH nos últimos anos. Minha formação profissional foi tardia. Não por desleixo. Houve motivos bastante sólidos, impossibilidades circunstanciais tanto geográficas quanto financeiras. Por isso, quando concluí o curso, já estava a uma idade avançada para o mercado e mesmo gozando de uma relativa e boa experiência de trabalho na área administrativa adquirida, inclusive, no exterior, em gerenciamento de pessoas, equipes, treinamentos, além de gozar de uma boa saúde e aparência, tive muitas dificuldades para conseguir uma vaga num ambiente corporativo como profissional de RH onde 99,9% das equipes são compostas de jovens.
Ainda um outro empecilho: A minha graduação, aquela que estava ao meu alcance, foi a mais barata e a mais rápida que eu podia encontrar. Calculando custo x benefício x realidade, mesmo ‘enxertando’ no currículo alguns cursos extra curriculares e alguns cohecimentos autodidatas reconheci logo que a banda não tocava da forma que eu achei que tocasse…
No meu caso, além de ter tido que enfrentar essa barreira do ETARISMO, para um bom currículo todo o esforço pode ser considerado apenas um ‘tapa buraco’ quando a formação não é da melhor qualidade. As universidades com renome e reconhecidas como as melhores pelo MEC são aquelas que dificilmente quem sai de uma escola pública consegue entrar. No meu tempo não havia ProUni, Fies Social e Sisu, mas mesmo assim, as dificuldades ainda são muitas pois exige investimentos de qualquer modo e a competitividade na sociedade capitalista tende a filtrar aqueles que lhe se assemelham.
Lógico que a experiência de vida de uma pessoa é fundamental para criar caráter e talento, mas não há nada ‘provável’ nela. Nada que seja palpável para apresentar, à não ser que você seja algúem bem relacionado que possa ter indicações que sirvam de testemunha para a empresa que você pretende se candidatar. Fora isso, a EXPERIÊNCIA é algo que serve só para nós mesmos já que a carregamos por toda a vida, mas é uma vida ‘privada’.
Mas então será que não há chance de se sair desse sistema limitante?? Que há… há, quando você persiste… quando tem sorte, quando possui alguns ATRIBUTOS que conseguem passar pelos filtros, pelas barreiras corporativas. Caso isso aconteça, o passo seguinte é conseguir se manter ileso dentro do ambiente corporativo em que as mentalidades, as caras, as roupas, os modos e as realidades são quase todas em comum, mas que podem não ser a sua realidade (como foi o meu caso).
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