De pátria, pai, patrono, patriarca, pater…o patrimônio, substantivo concreto, ao fim das contas não passa de abstrato. De concreto tem apenas o seu fim, mesmo que seja repassadado em espólios por nós, humanos e terráqueos, pois quer queira quer não quando o corpo sucumbe na terra o que vai, vai despido, é apenas a alma, lavada ou não.
Nas contas feitas verá que os números não contam, no final, o melhor juízo pedirá apenas o registro das ações, não aquelas com outros valores que enchem as bolsas e bolsos, aumentando patrimônios. Ficará como crédito apenas as condições com que a alma chega cuja moeda de troca, ali, de valor não é nem de longe a que usamos.
Libertos dos corpos físicos, pesados ossos e carnes, os juízes verão quem se enroscou, se enrolou, se escravizou, se enganou, e os seus algozes e ambos viverão seus próprios feitos agora numa vida bem mais longa, quase eterna, bem mais difícil de consertar. É que ao homem foi dificultado conhecer a fundo a verdade, por isso não a enxergamos, justo pelo fato de que é na ingenuidade do propósito que passamos a agir pelo que somos…
… a nossa essência,
nosso efetivo patrimônio.

Kawer