Quando os olhos não tem mais serventia,
estamos cegos.
Uma drástica transformação planetária caminha a passos largos! Nada de enfático ou profético, mas como o fogo aquece o óleo, que move o motor, e aciona a máquina, ações e reações físico-químicas caminham em uma sequência lógica de causas e efeitos e acionam a roldana de mais uma mudança de ciclo, cada vez mais invasiva.
Após tantas “mexidas” na natureza humana e em outras tantas naturezas, todas desrespeitadas, o que mais poderíamos imaginar? O mecanismo cíclico é automático e uma vez acionado é muito difícil o conter, nada pode freá-lo, muito menos fazê-lo voltar atrás. O máximo que conseguimos é amenizar o embate. Portanto, a saída talvez seja apenas suportar as consequências desse movimento reativo e automático em sã consciência e se afastar do estado de cegueira.

Ferramenta opcional, a cegueira que me refiro não é aquela física, mas sim, a interna, proveniente do sistema mental. Bem mais complexa, reflexiva, pois é ali que se aflora a consciência individual, que quando ofuscada pelos olhos externos provoca a cegueira que me refiro.
A (in)consequência de nos afastarmos de nossa própria natureza e daquela ambiental, não é preciso ser um estudioso para prever o resultado, terá um efeito devastador. Algo como um Tsunami nos pegando de surpresa e de olhos vendados. A sensação será como cairmos em queda livre e velozmente por buracos desconhecidos, algo impossível de escapar.
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Olha aonde fui parar… logo no tema que mais gosto “humanidade e seus desvios, incertezas, certezas e mistérios.” O vão humano, vasto e intenso que o distingue dos demais animais. Esse vão que nos permite ser cruéis indivíduos que dilaceram vidas semelhantes ou iguais, ou divinos, lutadores e desbravadores das alegrias, plenitudes e perfeitas criações. Lendo seu texto, Katia, lembrei do que somos feitos: do caos de nós mesmos. Somos tudo e não somos nada. Somos o que somos, desde que o mundo é mundo. Nos encaminhamos para diversos caminhos e um único ao mesmo tempo. Trilhamos os espaços conjuntos, quando trilhamos os individuais, vez por outra, sem nem saber. Mas trilhamos… fomos passado, somos presente e seremos futuro. Uma confusão só. Bons? Talvez. Cruéis? Também. Somos tudo isso. Melhoramos e puíramos… incessantemente. Bela leitura que faz refletir sobre o mundo e seus diversos tempos, seus atrasos e avanços de uma só evolução. Obrigada por compartilhar seu talento com o mundo!!
Obrigada a você por acrescentar conteúdo com uma bela análise nesse comentário. Sua contribuição neste blog será muito bem vinda!