Obras italianas traduzidas para o português

Escrever é um fim, uma completude, por isso é árduo, exige muito estudo e talento. É necessário ter experiência também, muito ‘usar o tempo’ que é pouco, pois sendo uma sequência numérica era suposto ser infinita, mas um dia inteiro vai só até vinte e quatro. E a natureza é que reina, rege e delimita: o dia, a noite, o descanso, a fome, o convívio. Assim sendo, atingir essa completude para se chegar ao fim de uma obra muitas vezes nem é possível visto sermos além de tudo imprevisivelmente mortais. Ao nosso socorro, só mesmo muita coragem, com um pouco de descompostura, porque junto com as letras vão as roupas, a carne e o risco de as perder de vista e nos desnudarmos total e publicamente.

Uma coragem que nem todos têm, vítimas de uma severa autocrítica, assim há os que escolhem ir pelas beiradas tateando o caminho, até se sentir seguro. Sou eu. Peguei a ferramenta mais próxima, tendo adquirido o domínio do idioma, experimentei e gostei de seguir as pegadas de outros autores fazendo as traduções de suas obras. Muito mais que repetir as palavras com outras letras, dando-lhes o mesmo significado, foi um mergulho na coragem e no talento deles, acima de tudo, foi aprender a usar a simplicidade com que fecharam seus livros e disseram, está pronto! Certamente, vi formatos de pés diferentes dos meus, muitas vezes os segui com dificuldade e até, porque não confessar, com certo sacrifício. mas como uma boa aprendiz, estava ali para assistir, admirar e me espelhar na coragem desses autores, que mostraram que é na simplicidade que se atinge o fim da obra.


Todos têm talento. O que é raro é a coragem de seguir o talento nos lugares escuros aonde ele leva.” – Erica Jong, escritora americana.

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