A Sabedoria de Esquina é um conjunto de encontros e desencontros de pessoas, fatos e situações, por vezes cômicas, trágicas ou simplesmente, inusitadas, que se trabsformam em crônicas do dia a dia inspiradas num cruzar de pessoas numa esquina da vida.
Uma espécie de ‘série’ com episódios do dia a dia expostos em textos escritos, tão pouco apreciados nos dias de hoje em que as imagens e os vídeos viralizam e deixam as letras inibidas, cheias de pressa, evitando serem muitas, espremendo o texto pra ficarem curtinhos e não afugentar o cliente.
Mas, mesmo com a chance de morrer sem serem lidos, o que conta é terem esses textos a alma simples da crônica que nada mais demonsta que o apetite de quem vê as cenas e os personagens com as lentes mágicas do inusitado.
Quanto ao pretensioso título…
Sabedoria porque é aquilo que precisa brotar quando a semente é fértil, mas o solo é duro. E é o caso. Quando se perde a garantia da colheita, mas as raízes se espalham, mesmo que desordenadamente, o tempo passa despercebido, numa completa falta de esperança de semeadura, mas o foco passa a ser mais na realização do momento. Para isso serve a sabedoria. É o dom de absover ar puro do tóxico, água vital do lamento e, de algum modo, maturar um improvável fruto.
Esquina, não se refere necessariamente ao ponto de intersecção entre duas ruas perpendiculares, mas sim, a qualquer ponto de encontro entre duas ou mais pessoas, situações e fatos em por trás destes exista uma engenharia do destino.
Afinal, não há o que temer da banalidade do cotidiano, pois nem mesmo a rotina, nos impede de buscar inspiração. Ao contrário do que você imagina, ela nunca é sempre igual. Não é mesmo, e jamais será. Porque mesmo nela há algo sempre mudando, nem que sejam as células em ti, envelhecendo a cada dia, e mesmo sabendo que agora peguei pesado, a verdade é que para cada dia e para cada um de nós, nunca viveremos o mesmo, o que é tão bom quanto ruim em todos os sentidos e direções da vida.
O primeiro episódio já está no ar, o próximo, logo se vê ali na esquina…
é assim,
Kawer